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News| Morre aos 94 anos a escritora de livros infantil-juvenis Tatiana Belinky

19 junho 2013 Comentar
Do G1, em São Paulo.

Tatiana Belinky em foto tirada em 1993 (Foto: Protásio Nene/Estadão Conteúdo/Agência Estado)

A escritora de livros infantil-juvenis Tatiana Belinky, de 94 anos, morreu na tarde deste sábado (15) no Hospital Alvorada, em São Paulo, após 11 dias internada, segundo a assessoria de imprensa do hospital, que não soube informar a causa da morte.

Tatiana Belinky é autora de mais de 250 livros, que lhe renderam diversos prêmios educacionais, e tradutora de muitas obras, entre elas contos do escritor russo Anton Tchekhov.
Ela nasceu em São Petersburgo, na Rússia, em 1919, e aos 10 anos mudou-se com a família para o Brasil, instalando-se em São Paulo. Na época, ela já falava três línguas: russo, alemão e letão.

A autora trabalhou como secretária bilíngue durante alguns anos, até se casar com Julio de Gouveia, com quem teve dois filhos, cinco netos e ao menos três bisnetos.

Em 1948, começou a fazer teatro para crianças, junto com o marido, para a Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo, adaptando e traduzindo textos teatrais que Julio produzia e encenava.

Com o advento da televisão, o grupo teatral de Tatiana foi convidado a apresentar suas peças na "TV Tupi", onde realizou espetáculos de tele-teatro ao vivo, com textos sempre baseados em livros, entre 1951 a 1964. Os roteiros eram escritos pela autora, a maioria adaptados da literatura nacional e internacional.

Mais tarde, Tatiana e seu marido adaptaram para a televisão o Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato, com cerca de 350 capítulos, além de diversas minisséries criadas a paritr de romances famosos.

Belinky também escreveu críticas literárias para diversos jornais durante a vida, como "O Estado de S.Paulo", "Folha de São Paulo" e "Jornal da Tarde". Ela ainda colaborou com a "TV Cultura".
De acordo com a família, o enterro será na tarde deste domingo (16) no cemitério israelita da Vila Mariana, em São Paulo.

Ministra lamenta
Em nota de pesar divulgada neste domingo, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, afirmou que a literatura brasileira perdeu "uma grande criadora". Leia a íntegra da nota:
"Tatiana Belinky é joia rara. Da lavra de Niemeyer e outros poucos incansáveis. Sensível, produtiva. Capaz de nos brindar com centenas de livros para um público extremamente desafiador: o infanto-juvenil. Embalou muitas das minhas alegrias de infância! Conhecer a obra de Tatiana fez diferença para mim e sei que para a alma de incontáveis meninos e meninas. Nossa literatura perde uma grande criadora."



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Stella Maris Rezende e Miriam Leitão vencem Prêmio Jabuti 2012

29 novembro 2012 1 Comentário
Miriam Leitão (esq.) e Stella Maris Rezende ganham os dois prêmios mais importantes da noite.

Marco Rodrigo Almeida, no portal Folha de S.Paulo

Stella Maris Rezende e Miriam Leitão foram as grandes vencedoras do Prêmio Jabuti 2012, em cerimônia realizada na noite desta quarta-feira (28) na Sala São Paulo.

A primeira ganhou Livro do Ano de Ficção por “A Mocinha do Mercado Central” (ed. Globo). Foi o terceiro Jabuti que Rezende recebeu na noite de ontem. Ela também venceu os dois primeiros lugares da categoria juvenil.

“Obrigada. A literatura é a arte que fala por silêncios e cala por palavras. Está difícil continuar falando, estou muito emocionada. Como diz minha protagonista: ‘Imagina, isso é mágico’, disse a autora.

A jornalista Miriam Leitão, colunista de economia do jornal “O Globo”, recebeu o Livro do Ano de Não Ficção pela obra “Saga Brasileira: A Longa Luta de um Povo por sua Moeda” (ed. Record).

“Estou transbordando de alegria, não cabe em mim. Queria agradecer à CBL, à [editora] Record, a Deus, a meus pais, que me ensinaram a amar os livros. Eu sonho em escrever um livro desde os dez anos. E só realizo agora.”

“Quis escrever um livro sobre um país buscando seu caminho. Às vezes, escrevia chorando, era um momento muito dramático. Só eu para chorar com um livro de economia. Isto aqui está além dos meus sonhos e da minha imaginação”, completou.

Ambas as obras foram selecionadas entre os primeiros colocados das 29 categorias do Jabuti. Cada autora levou R$ 35 mil pelo prêmio Livro do Ano. Os primeiros colocados de cada categoria recebem R$ 3.500.

POLÊMICA

Esta edição do Jabuti foi marcada pela polêmica envolvendo as notas de Rodrigo Gurgel, um dos três jurados da categoria romance.

Gurgel favoreceu autores estreantes ou com poucos livros publicados em detrimento de nomes consagrados, além de reduzir notas que ele mesmo havia atribuído em fases anteriores do prêmio.

foto: Avener Prado/Folhapress
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Perfil do Autor: Graciliano Ramos [Literatura Brasileira]

31 julho 2012 2 comentários
Graciliano Ramos 



Nasceu em Quebrângulo (AL), em 1892. Um dos 15 filhos de uma família de classe média do sertão nordestino, passou parte da infância em Buíque (PE) e outra em Viçosa (AL). Fez estudos secundários em Maceió, mas não cursou faculdade. Em 1910, sua família se estabelece em Palmeira dos Índios (AL).

Em 1914, após breve estada no Rio de Janeiro, trabalhando como revisor, retorna à cidade natal, depois da morte de três irmãos, vitimados pela peste bubônica. Passa a fazer jornalismo e política em Palmeira dos Índios, chegando a ser prefeito da cidade (1928-30).

Em 1925, começa a escrever seu primeiro romance, Caetés - que viria a ser publicado em 1933. Muda-se para Maceió em 1930, e dirige a Imprensa e Instrução do Estado. Logo viriam "São Bernardo" (1934) e "Angústia" (1936, ano em que foi preso pelo regime Vargas, sob a acusação de subversão).

Memórias do Cárcere (1953) é um contundente relato da experiência na prisão. Após ser solto, em 1937, Graciliano transfere-se para o Rio de Janeiro, onde continua a publicar não só romances, mas contos e livros infantis. Vidas Secas é de 1938.

Em 1945, ingressa no Partido Comunista Brasileiro. Sua viagem para a Rússia e outros países do bloco socialista é relatada em Viagem, publicado em 1953, ano de sua morte. 


Obras do Autor: 

- Caetés - romance

- São Bernardo - romance

- Angústia - romance

- Vidas secas - romance

- Infância - memórias

- Dois dedos - contos

- Insônia - contos

- Memórias do cárcere - memórias

- Viagem - impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.

- Linhas tortas - crônicas

- Viventes das Alagoas - crônicas

- Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).

- Cartas - correspondência pessoal.




Fonte: Releituras, Uol Educação e WikipédiA
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Release [Literatura Brasileira]

1 Comentário
Vidas Secas

Lançado originalmente em 1938, é o romance em que o mestre Graciliano — tão meticuloso que chegava a comparecer à gráfica no momento em que o livro entrava no prelo, para checar se a revisão não haveria interferido em seu texto — alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada a procura de meios de sobrevivência e um futuro.

Observações: Em 1962, Vidas Secas recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner (EUA) como livro representativo da Literatura Brasileira Contemporânea.


1ª Edição: 1938
Gênero: RomanceÚltima edição brasileira: 112ª (2010)


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Editado também:

na Polônia, desde 1950
na Argentina, desde 1958
na República Tcheca, desde 1959
na Rússia, desde 1961
na Itália, desde 1961
em Portugal, desde 1962
em Cuba, desde 1964
na França, desde 1964
na Alemanha, desde 1965
nos Estados Unidos, desde 1965
na Dinamarca, desde 1966
na Romênia, desde 1966
na Hungria, desde 1967
na Bulgária, desde 1969
em Flamengo, desde 1971
na Espanha, desde 1974
na Turquia, desde 1985
na Suécia, desde 1993
no Brasil (em Esperanto), desde 1997, por Leopoldo H. Knoedt
na Holanda, desde 1998
na Espanha (em Catalão), desde 2010
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